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domingo, 24 de agosto de 2008

Por uma porta de ferro verde

Por uma porta de ferro verde
Vi meu amor passar
Mal sabia eu que meu amor
Saía para não voltar

Sozinho então fiquei
Esperando ela retornar
Na esperança de a ver de novo
E tardava ela em voltar

Cansado de esperar
Pela porta de ferro verde decidi passar
Qual não foi o meu espanto
Ao ver ela a rua atravessar

Gritei a meu amor
Na esperança de a alcançar
Ao que vejo ela agora
A cara a mim virar

Confuso e baralhado
Senti-me chorar
Olhei para trás
E não sabia mais onde estar

Pela porta de ferro verde
Dei por mim a procurar
Pois sabia que do outro lado
Nada de mal podia esperar

A porta de ferro verde
Ja não estava no seu lugar
E agora perdido
Onde me refugiar?

Prometi manter a calma
Mesmo quando estava a desesperar
Sentindo minha alma
Desvanecer... pairar...

A porta de ferro verde
Sem me poder albergar
Por mim procurava
Disse um mendigo que ia a passar

Incrédulo continuei
Pois uma porta não se poderia deslocar
Mas que outra razão haveria
Para não mais estar no seu lugar

Num banco me recolhi
E em meu amor fiquei a pensar
Mas porquê me abandonara
Quando prometera nunca me deixar

Decidi ficar ao relento
Para as ideias arejar
Quando nesse mesmo momento
Meu amor torna a passar

Num doce tom me perguntou
“Meu amor, que fazes perdido no luar?”
E eu acordo de um sono profundo
Estava apenas a sonhar...

Gildo Assis, 24 de Agosto, 2008

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E aqui vos conto o meu sonho da noite passada em forma de poema...
(ou pelo menos tentei... ^_^)

Ps: Não é que acredite, mas... Alguém sabe algo sobre interpretação de sonhos?
...fiquei assim um pouco à ‘toa’ com este... =/

ps2: Este post foi resultado de mocazinha de café mal tirado... (Azeeeeedooo!!!)
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